sábado, 31 de dezembro de 2011

Falando de religião!




A vida me faz pensar como as coisas se ligam.





Eu gosto de passar meu tempo sempre fazendo alguma coisa que tenha relação com a vida acadêmica. Um dos meus passatempos favoritos é assistir documentários. Quando eu estiver dando aula provavelmente irei passar vários para meus alunos, tanto em sala de aula quanto para casa. Além de assistir coisas interessantes gosto muito de ler algum livro que provavelmente vai me servir no próximo semestre.
No período passado eu li muito Jaques Le Goff, seus livros sobre a idade média me fizeram ter uma reflexão muito aprofundada sobre certos momentos que surgiram tradições e até mesmo características da sociedade ocidental contemporânea. Economia, cultura, Religião e até mesmo teoria da história sobre o conceito de idade média. Nesses dois períodos que ficam entre 2011 e 2012, medieval tem sido minha paixão na universidade. Lembro-me que durante minha passagem pelo ensino fundamental, eu gostei muito de uma professora que me trouxe pra perto de história, a partir daquele momento eu estava entregue a paixão pelo estudo a idade média.  Logo em seguida no ensino médio eu praticamente não fazia revisão em casa sobre o assunto da disciplina, porém meu rendimento nas notas não caia. Eu apenas de alguma forma gravei na minha mente certas características desse período que eram sempre pedidas nas provas semestrais.
Resumindo minha paixão por esse momento da história, eu passo meu tempo de férias no submarino escolhendo e comprando livros do Le Goff. E durante minhas  viagens à João Pessoa, normalmente fico lendo algum livro indicado pelos professores. Não estou dando lição de como ser nerd, mas cada um faz o que gosta.  Tem gente que pinta, outros cantam, algumas jogando WOW, eu gosto de assistir alguns filmes e documentários e também ler algo construtivo.
Em uma dessas minhas leituras peguei um livro do Le Goff chamado o Deus na Idade Média. Como boa estudante de história, aprendi em inúmeras aulas de professores marxistas como o mundo gira e como ele funciona por baixo da ilusão dos estudantes de Direito, administração e outros cursos formadores da sociedade capitalista, democrática, burguesa. Embora democrática não seja uma palavra tão prática como pensado. Como surgiu Deus? Nossa! Isso é uma heresia. De fato na visão alienada das pessoas religiosas eu vou para o inferno, pois não me questiono em questionar a criação de certas doutrinas religiosas, que em minha opinião atrapalham muito a vida do ser humano na terra. Depois que li o livro fiquei ligando alguns documentários. Percebi que com o fim o império romano do ocidente, ou melhor, com o começo desse fim. Constantino foi um mestre na jogada religiosa. Aproveitou a crença de uma louca multidão que se propagava. Esses cristãos podem ser percebidos no filme Ágora. Eles pregavam algo que traria tanto conforto. Isso seria perfeito para o contexto de crises. Ali nascia o cristianismo e Constantinopla por sua vez foi formada nessa esperança. O que percebi quando assisti uma velha séria do History Channel. Constantinopla foi até chamada de nova Roma, mas o nome não pegou, por assim dizer. Essa fé que as pessoas chamam de fé cristã e Richard Dawlkins de ilusão. Eu chamo de uma esperança no fim do túnel para quem está desesperado. Eu sinceramente gosto muito de zumbis e acho que a materialização desses seres será quando o mundo todo for convertido a uma única religião. O nome desse vírus é fé religiosa.
Fui criada em um lar religioso, todos na minha família tem uma crença Isso é extremamente desconcertante. Talvez se essas pessoas soubessem como surgiu Deus eles não fossem tão alienados. Não sei se Constantino era mesmo religioso ou se foi política, mas eu sei que a moda pegou e o cristianismo é a religião das crises. E isso fica muito claro no mundo moderno e contemporâneo. Dês da idade média a humanidade está em uma profunda crise de auto-estima. E quem já saiu dessa crise usa a religião pra dominar quem ainda está passando por isso. A combinação mais venenosa de todas é o capitalismo e suas repetitivas crises junto com um toque de fé em alguma religião.
Particularmente eu acredito que Deus existe, mas não esse deus que as pessoas usam para escravizar, matar, segregar, excluir e mais uma infinidade de verbos que são usados para descrever uma série de sintomas religiosos. Marx disse que religião é uma droga, mas eu discordo. Religião é uma doença congênita. 





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