A vida me faz pensar como as coisas se ligam.
Eu gosto de
passar meu tempo sempre fazendo alguma coisa que tenha relação com a vida
acadêmica. Um dos meus passatempos favoritos é assistir documentários. Quando
eu estiver dando aula provavelmente irei passar vários para meus alunos, tanto
em sala de aula quanto para casa. Além de assistir coisas interessantes gosto
muito de ler algum livro que provavelmente vai me servir no próximo semestre.
No período
passado eu li muito Jaques Le Goff, seus livros sobre a idade média me fizeram
ter uma reflexão muito aprofundada sobre certos momentos que surgiram tradições
e até mesmo características da sociedade ocidental contemporânea. Economia,
cultura, Religião e até mesmo teoria da história sobre o conceito de idade
média. Nesses dois períodos que ficam entre 2011 e 2012, medieval tem sido
minha paixão na universidade. Lembro-me que durante minha passagem pelo ensino
fundamental, eu gostei muito de uma professora que me trouxe pra perto de
história, a partir daquele momento eu estava entregue a paixão pelo estudo a
idade média. Logo em seguida no ensino
médio eu praticamente não fazia revisão em casa sobre o assunto da disciplina,
porém meu rendimento nas notas não caia. Eu apenas de alguma forma gravei na
minha mente certas características desse período que eram sempre pedidas nas
provas semestrais.
Resumindo
minha paixão por esse momento da história, eu passo meu tempo de férias no
submarino escolhendo e comprando livros do Le Goff. E durante minhas viagens à João Pessoa, normalmente fico lendo
algum livro indicado pelos professores. Não estou dando lição de como ser nerd,
mas cada um faz o que gosta. Tem gente
que pinta, outros cantam, algumas jogando WOW, eu gosto de assistir alguns
filmes e documentários e também ler algo construtivo.
Em uma dessas
minhas leituras peguei um livro do Le Goff chamado o Deus na Idade Média. Como
boa estudante de história, aprendi em inúmeras aulas de professores marxistas
como o mundo gira e como ele funciona por baixo da ilusão dos estudantes de
Direito, administração e outros cursos formadores da sociedade capitalista,
democrática, burguesa. Embora democrática não seja uma palavra tão prática como
pensado. Como surgiu Deus? Nossa! Isso é uma heresia. De fato na visão alienada
das pessoas religiosas eu vou para o inferno, pois não me questiono em
questionar a criação de certas doutrinas religiosas, que em minha opinião
atrapalham muito a vida do ser humano na terra. Depois que li o livro fiquei
ligando alguns documentários. Percebi que com o fim o império romano do
ocidente, ou melhor, com o começo desse fim. Constantino foi um mestre na
jogada religiosa. Aproveitou a crença de uma louca multidão que se propagava.
Esses cristãos podem ser percebidos no filme Ágora. Eles pregavam algo que
traria tanto conforto. Isso seria perfeito para o contexto de crises. Ali
nascia o cristianismo e Constantinopla por sua vez foi formada nessa esperança.
O que percebi quando assisti uma velha séria do History Channel. Constantinopla
foi até chamada de nova Roma, mas o nome não pegou, por assim dizer. Essa fé
que as pessoas chamam de fé cristã e Richard Dawlkins de ilusão. Eu chamo de
uma esperança no fim do túnel para quem está desesperado. Eu sinceramente gosto
muito de zumbis e acho que a materialização desses seres será quando o mundo
todo for convertido a uma única religião. O nome desse vírus é fé religiosa.
Fui criada em
um lar religioso, todos na minha família tem uma crença Isso é extremamente
desconcertante. Talvez se essas pessoas soubessem como surgiu Deus eles não
fossem tão alienados. Não sei se Constantino era mesmo religioso ou se foi
política, mas eu sei que a moda pegou e o cristianismo é a religião das crises.
E isso fica muito claro no mundo moderno e contemporâneo. Dês da idade média a
humanidade está em uma profunda crise de auto-estima. E quem já saiu dessa
crise usa a religião pra dominar quem ainda está passando por isso. A
combinação mais venenosa de todas é o capitalismo e suas repetitivas crises
junto com um toque de fé em alguma religião.
Particularmente
eu acredito que Deus existe, mas não esse deus que as pessoas usam para
escravizar, matar, segregar, excluir e mais uma infinidade de verbos que são
usados para descrever uma série de sintomas religiosos. Marx disse que religião
é uma droga, mas eu discordo. Religião é uma doença congênita.

